sexta-feira, maio 05, 2006

Cerveja, sete e Sol

A Bela é virginiana, como eu, e tem interesse por astrologia. Na conversa de bar de noite dessas, ela comentou que vez e outra faz mapa astral dos amigos. Ali, na mesa lapiana mesmo, arriscou alguns palpites sobre mim. “Ascendente em aquário, sol na sétima casa. Significa que você se encontra através do outro”.

Cheguei em casa e mandei e-mail informando data, local e hora do meu nascimento, pra Bela tentar o meu mapa. Sem projeções, porque aí não curto. Não por medo ou superstição. Mais mesmo porque não tenho curiosidades a respeito do meu futuro. Aliás, tenho pensado ultimamente que o futuro de qualquer pessoa, enquanto lugar do já realizado, só pode ser enfadonho. Bom é o presente – tempo de travessia! Fora que, concordem ou não, de onde estamos, sempre dá pra ver a margem do futuro. Da margem, a linha do horizonte é muito mais que linha reta. Navegue-se quem puder, sem querer se salvar tanto...

Mas eu falava de Outro. Taí confirmação intrigante: nesse sol na sétima casa sempre acreditei, sem saber que era por causa do sol, do sete, do aquário. Do peixes que entrou provocando qualquer coisa que já não lembro mais o que seja, mas pode ser que eu simplesmente saiba, com nome outro, ou simplesmente sinta, de modo outro. Mas sempre Outro...

2 comentários:

Anônimo disse...

virgem com ascendente em aquário? bela combinação.

Jimmy disse...

Menina bonita, bacana esse post. Tava mesmo ontem matutando numa reflexão com minha comunidade de fé: Bom mesmo é a travessia, descobrir experiências significativas com o divino nessa nossa rica e ordinária cotidianidade. eita travessia que é boa jundocê.